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É uma solução de continuidade, rachadura, na mucosa do canal anal, proveniente na maioria dos casos do esforço evacuatório, embora sua origem seja indeterminada.
Habitualmente, estes pacientes apresentam um aumento do tônus do Músculo Esfíncter Interno do ânus [músculo que circunda o reto e o ânus], com dificuldade na exoneração das fezes. Somado a este fato, estes paciente com muita freqüência são constipados [intestino preso], com eliminação de fezes endurecidas. Por outro lado a fissura pode surgir por diarréias e processos inflamatórios do aparelho evacuatório.
Estes pacientes relatam dor nas evacuações, que por vezes duram um período prolongado após o ato evacuatório. Sangramento de graus distintos, desde sujidade no papel até gotejamento no vaso sanitário. Prurido (coceira), que aparece após a evacuação produzindo um grande incômodo.
Quando agudas, as Fissuras apresentam uma boa resposta ao tratamento clínico.
Este se dá pelo uso de pomadas, cremes ou supositórios que promovem ações anti-inflamatória, analgésica e cicatrizante. Ainda orientação dietética e higiênica ajudam na recuperação.
Nos casos de constipação intestinal ou diarréia, estes devem ser tratadas simultaneamente.
Caso durante o exame proctológico o médico encontre um aumento significativo do tônus do esfíncter interno do ânus, está indicado o tratamento cirúrgico. Ainda para os pacientes, que apesar do tratamento clínico apresentem melhora do seus sintomas, o tratamento cirúrgico pode curá-lo.
A investigação de possível doença inflamatória associada nos casos arredios ao tratamento clínico é importante para propor a melhor estratégia terapêutica.
A cirurgia consiste pela retirada da área da fisssura, e quando associada a hipertonia do esfíncter, deve-se realizar a esfincterotomia (secção relaxadora do músculo) para facilitar a evacuação.
O tratamento cirúrgico da fissura a laser apresenta vantagens sobre o método convencional:
1. É realizada em regime ambulatorial, alta no mesmo dia.
2. Sedação e Anestesia Local sem bloqueio peridural ou raquianestesia.
3. Menos dor no pós-operatório.
4. Menos sangramento.
5. Menor trauma cirúrgico.
6. O laser induz a formação do colágeno tipo III que diminui o risco de estenose ou fibrose na região operada, facilitando o ato evacuatório.
7. Retorno mais rápido às atividades pessoais.
É importante lembrar que fissura não se maligniza. Portanto uma fissura não se transforma em câncer, porém não esquecer que sangramento anal pode estar ligado ao câncer colo-retal, assim este diagnóstico deve ser realizado por um especialista..
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