Brincar pressupõe criar e criatividade é uma conseqüência direta das experiências primordiais vividas pelo ser humano no início da vida, em termos de suprimento das necessidades básicas de cuidado e proteção. O ambiente tem então uma função organizadora e promotora de desenvolvimento do potencial criativo nos seres humanos
As crianças têm sofrimento psíquico mas não têm ainda a faculdade da linguagem desenvolvida como os adultos para se beneficiarem da psicoterapia convencional. Como provar isso se criança não domina ainda o vocabulário por dificuldades maturacionais ou por problemas traumáticos?
Foram necessários alguns anos para que alguns autores (principalmente
Anna Freud e Melanie Klein) se aperceberem que as crianças se comunicam por outros meios como o desenho e o brinquedo e assim começou a surgir a psicoterapia infantil tendo como base os fundamentos psicanalíticos. A partir de então a técnica tem-se desenvolvido e atualmente existem vários enfoques teóricos. |
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Freud desenvolveu uma técnica para que o ser humano pudesse revelar o seu sofrimento psíquico numa época em que isso era quase sinônimo de doença mental e numa época em que ser criança não tinha a importância que tem hoje. Cedo ele descobriu que muitos dos problemas dos adultos tinham suas raízes na infância.
A criança se expressa brincando e assim nos mostra o seu mundo interior, como está o seu ego, como se relaciona com o mundo exterior. Através do brinquedo ela também aprende a se relacionar com as pessoas e mostra o que isso representa para si. A atividade lúdica é muito importante para as crianças pois assim mostram os conflitos a ser trabalhados. Os brinquedos são vistos como meios para alcançar o inconsciente infantil e é tarefa do analista interpretar o seu conteúdo. O analista deve ser amistoso, empático e interessado em compreender essas comunicações. Desde o início deve ficar claro que eles se irão encontrar para trabalhar e não para brincar e que desse trabalho conjunto sairá uma possível resolução do sofrimento. |